terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Conheces ou ainda te lembras?


" A nossa Escola situa-se no norte de Portugal, a cerca de 30 Km da cidade do Porto, numa simpática vila que se chama Vila das Aves.

(...) Era preciso repensar a escola, pô-la em causa. A que existia não funcionava ,os professores precisavam mais de interrogações do que de certezas. Concluímos que só pode haver um projecto quando todos se conhecem entre si e se reconhecem em objectivos comuns. Apercebemo-nos que um dos maiores óbices ao desenvolvimento de projectos educativos consistia na prática de uma monodocência redutora que remetia os professores para o isolamento de espaços e tempos justapostos, entregues a si próprios e à crença numa especialização generalista. Percebemos que se há alunos com dificuldades de aprendizagem, também os professores têm dificuldades de ensino.Obrigar cada um a ser um outro-igual-a todos, é negar a possibilidade de existir como pessoa livre e consciente A escolinha era do "plano dos centenários", tinha duas salas e cada sala a sua entrada. Grandes males, grandes remédios! Num belo dia, vá de deitar abaixo a parede que as dividia. Limpada a caliça, os putos espreitaram para o outro lado. Lá estavam meninas e meninos iguais aos do lado de cá... O buraco estava aberto e nem pensar em tapá-lo. Veio o trolha a mando da Junta de Freguesia e fez do feio buraco um belo pórtico comum a dois universos que passaram a ser um só. Onde antes estava uma parede que dividia achava-se agora uma passagem que juntava."


domingo, 10 de fevereiro de 2008

Melhora a vida de algumas crianças!

Não venho pedir dinheiro, apenas umas coisinhas para melhorar a vida a algumas crianças que precisam de um pouco de incentivo, e de alguns bens para melhorarem o seu aproveitamento escolar, afinal sou professora. E, porque descobri que se pode mandar uma encomenda, de Portugal, com dois quilos e pagar apenas 2,80 euros.

Dou aulas ao 10º e 11º ano e este ano resolvi tentar melhorar a biblioteca do liceu Nacional de São Tomé de modo a que os alunos possam ler livros e melhorar o seu nível de português, que para dizer a verdade é vergonhoso.

Como não consigo fazer isso sozinha lembrei-me dos meus amigos. Lembrei-me dos que são professores, porque podem mandar livros escolares, mas que também podem pedir aos seus alunos para ajudarem. Sempre os sensibilizam para uma realidade um pouco diferente, mas que não pode ser esquecida. E tenho a certeza que eles iam gostar de ajudar. Afinal, também são alunos.
É só mandarem em correio económico para a seguinte morada:
Sandra Margarida Martins Meia-Onça
Bairro da Cooperação Portuguesa
C.P. 960 S. Tomé
telemóvel: 0023991714

Beijinhos e obrigada por tudo.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

EUREKA


A ESE de Lisboa está a desenvolver um projecto de resolução de problemas via internet - EUREKA
É um concurso para alunos do 4ºano, constituído por duas fases: apuramento e final.

Este ano já não poderão inscrever os vossos alunos, pois o concurso já começou, no entanto semanalmente é apresentado um novo problema que poderão explorar.

Como a equipa diz: «SÓ SE APRENDE A RESOLVER PROBLEMAS,
RESOLVENDO PROBLEMAS»


Bom trabalho!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Um Blog para comunicar... com pais e outros que tais...

Aqui fica a informação sobre um blog de uma turma de 1º ano, de um colega que terminou o curso de formação inicial na nossa ESE, em 2000/2001!

É interessante a forma encontrada para comunicar com os encarregados de educação... apesar de ser uma tarefa difícil...

A vida é demasiado preenchida...
mas, talvez seja uma questão de se ir insistindo nesta estratégia inovadora...

Bom Trabalho RUI!!!

http://www.turma-magica.blogspot.com

Frase da Semana


"Se tiveres de morar junto à praia, mais vale ensinar os teus filhos a nadar do que construir um muro em volta de casa."


Provérbio

O livro de Renato Paiva


Livro: SOS Tenho que Passar de Ano - Renato Paiva responde de maneira rigorosa, mas com uma linguagem directa e próxima dos estudantes a todos os problemas com que estes se confrontam na escola. Estudar tornou-se para muitos um sacrifício ou obrigação. Cedo surgem as desculpas: «Não consigo», «Não sou capaz». É preciso envolver os estudantes no seu processo de aprendizagem e partir da ideia de que todo o aluno é capaz. Para isso é necessário que seja orientado na organização do seu estudo e motivado na escola. Com um conjunto de exemplos, exercícios práticos, textos de ajuda, técnicas de estudo e quadros de organização de tempo, este livro é uma ferramenta fundamental para alcançar melhores resultados escolares.

Renato Paiva…
Renato Paiva é licenciado em Matemática e Ciências da Natureza pela Escola Superior de Educação de Setúbal, onde concluiu o curso, em 2002/2003.
Desde aí, colaborou no projecto de utilização pedagógica da Internet com professores e alunos do 1º ciclo, encontra-se a frequentar o mestrado em Multimédia em Educação, na Universidade de Aveiro e é responsável pelo Centro de Apoio PsicoEducacional (CAP) de Corroios, desde 2004, onde desenvolve acções de formação, seminários, cursos e workshops infantis, para além de projectos de apoio à infância e 3ª idade.

Um bom exemplo de empreendedorismo!

Frase da Semana


"Mais do que maldizer a escuridão, é preferível acender uma vela."

provérbio chinês

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

A Sereia...


Sempre a conheci com os cabelos compridos. Teria um pouco mais de um metro nessa altura. Chama-se Soraia. Poderia até chamar-se Sereia não vivesse no bairro de barracas mais pobre da localidade onde trabalho. Tinha 10 anos, um brilhozinho no olhar e um desejo enorme de aprender. Depressa começou a ler e a escrever, dizia-me contente, que finalmente alguém lá em casa poderia ler o correio. E assim era e assim é, que eu sei.

Iniciou este ano lectivo o 5º ano, ia com o primo que a protegia, caso contrário a mãe nunca a teria deixado. Segredou-me um dia a senhora que os rapazes depois olhavam para ela e vice-versa e isso não podia ser.

Tive hoje a certeza de que se casou, com 14 anos. O marido chama-se Daniel e tem 15. Ele vivia no Algarve. Deve tê-lo visto uma vez antes do enlace. Agora usa saia comprida, mas ainda veste calças, o marido não a proibiu, disseram-me.
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Sonhei muitas vezes que esta menina poderia estudar, ela tinha capacidades e acima de tudo vontade. Confesso-vos que tentei convencê-la de que tinha que estudar, tirar um curso, ou pelo menos tentar trabalhar em algum sitio. Isso seria o seu sustento, faria com que nunca passasse fome.

Depois decidi ser eu a voltar estudar e apercebi-me que estava a atentar contra uma cultura.

Mas que cultura é esta que casa crianças? Que cultura é esta que castra sonhos de criança?
Maria Madalena Vieira